Brasil - São Paulo - 7ª Marcha de imigrantes exige Nova Lei de Migração

Neste domingo, 01 de dezembro, centenas de imigrantes nas ruas de São Paulo ecoaram gritos por uma nova Lei de Migração, JUSTA E HUMANA, com igualdade, sem preconceitos, nem discriminação. O movimento se concentrou na Praça da República e se dirigiu em caminhada até a Praça da Sé com imigrantes de diversas nacionalidades, que rejeitaram a atual Lei, ainda da época da ditadura militar (1980)que criminaliza ao imigrante.

A manifestação luta por uma série de reivindicações, como uma nova anistia migratória e a emissão de documentos permanentes para cidadãos migrantes do Mercosul, para fortalecer a integração entre os países do bloco, direito ao voto, trabalho decente, cidadania universal e rejeição às deportações.

Na largada da Marcha, o Coordenador do CAMI, Roque Pattussi ressaltou a importância do movimento que se solidarizou com o Memorial de América Latina, espaço representativo e importante para a comunidade imigrante que passou por uma tragédia de incêndio onde destruiu o auditório Simon Bolívar.

Cartazes, banners e bandeiras coloridas destacaram-se em meio aos manifestantes, guiados pela policia Militar e um carro de som, entoando o Hino “Marchar com Fé, eu vou”, demonstrando entusiasmo e vigor. Entre a multidão estavam imigrantes de vários países, bem como brasileiros que reconhecem a necessidade e importância de uma nova Lei de Migração Justa e humana para as pessoas que decidiram morar neste país. Diversos representantes religiosos também participaram da caminhada.

O percurso foi marcado por discursos e depoimentos de integração, reconhecimento dos direitos, luta por conquistar mais espaços de participação na sociedade, rejeição à discriminação e apoio para políticas em favor das pessoas que ajudam a construção do Brasil. Demonstrações culturais de dança e música interpretadas pelos próprios imigrantes acentuaram a manifestação.

Em ato público, frente à Câmara Municipal, deu-se a leitura da Carta – Manifesto dos/as imigrantes que no teor central, rejeita a legislação vigente que regula a permanência dos imigrantes no país, tratando-o como caso de ordem segurança nacional, negando direitos básicos exigindo a criação de “uma nova lei de migração justa e humana para o fim da discriminação” sem preconceito, racismo, xenofobia. Neste lugar, somaram-se para participar da marcha imigrantes angolanos, haitianos, congoleses e latino-americanos que participaram da I Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes.



Na chegada à Praça da Sé, os manifestantes foram abençoados pelos religiosos que acompanharam a caminhada.

Ato cívico e cultural na Praça da Sé

Apresentações de artistas, cantores solistas, grupos de música e dança com depoimentos de representantes como a CUT, encerraram mais uma manifestação de luta pelo respeito aos direitos de todos os seres humanos, por uma cidadania universal..

O movimento anual, com sucedida convocatória, teve o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância do acesso a seus direitos visando a uma plena inserção social que contou com o apoio de organizações sindicais, culturais, pastorais, entidades e associações representativas das comunidades de imigrantes no Brasil que lutam pela defensa dos direitos e dignidade dos imigrantes visando a construção de uma sociedade mais justa com inserção de todas as pessoas.



A 7 Marcha agradece a colaboração e presença de todos e todas que se manifestaram NE ato de cidadania.